Blog do Robson

WTW INTENT CABEADA

Image and video hosting by TinyPic

Compartilhamento:

domingo, 4 de junho de 2017

Garota comove internet ao salvar livros de enchente

Família tenta abrir uma conta bancária para que possam receber ajuda
RIVÂNIA, RESGATADA DA ENCHENTE EM UMA JANGADA, E A MOCHILA COM OS LIVROS (VALTER RODRIGUES/BLOG DO TENÓRIO CAVALCANTI)

Recentemente, a internet se comoveu com a foto de uma garotinha fugindo de uma enchente carregando apenas o que tinha de mais importante em sua vida: livros.

A menina em questão é Rivânia, de 8 anos, que mora com seu avô, pescador, e sua avó, que não é alfabetizada, em uma região pobre de Várzea do Una, distrito de São José da Coroa Grande, litoral pernambucano. A foto foi publicada no último domingo, 28, no Blog Tenório Cavalcanti.

O E+, seção de entretenimento do portal do jornal O Estado de S. Paulo, entrou em contato com o Padre Jerônimo de Menezes, responsável por uma paróquia local, que esteve com Rivânia no dia seguinte ao ocorrido. “Ela pôs o material escolar dentro de uma sacola, alegando que era o que tinha de mais importante para salvar naquele momento, além da própria vida.”

De acordo com ele, a garota esteve afastada dos estudos nos últimos dias, uma vez que as aulas estão suspensas: “A semana todinha foi para socorrer os que sofreram o maior dano. Algumas famílias ficaram abrigadas nas escolas.”

“Fiquei lisonjeado e realmente comovido”, disse o padre. “Também me sinto um educador, mesmo que meu conteúdo seja a fé cristã. Dei graças a Deus por saber que ainda há crianças que, embora tão sofridas, estão tão atentas ao mundo do estudo”, contou.

O religioso também conta que a situação se deu no local onde ocorre o encontro do Rio Una com o mar, o que causa grandes danos e enchentes em épocas de chuva. “No momento, graças a Deus, está tudo se normalizando”, complementa, ressaltando a importância de doações que foram feitas à região.

Rivânia já pôde voltar para casa. Embora a água tenha inundado boa parte dos cômodos, ela e seus avós não chegaram a ficar desabrigados, diferente de outras pessoas da vizinhança. No momento, sua família tenta abrir uma conta bancária para que possam receber ajuda.
Fonte: Portal no AR