terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Mulher é discriminada em loja da capital por causa da roupa que usava

Ela postou o ocorrido no Facebook e obteve, como resposta, mais de 400 compartilhamentos e o e-mail da direção da loja pedindo desculpas


Edinalva
Edinalva postou uma foto de como estava vestida no dia em que foi discriminada na loja

Ao entrar em uma loja para comprar algum produto, o que todo cliente espera é ser bem atendido ou, no mínimo, atendido. Afinal, a pessoa está disposta a gastar o dinheiro dela no estabelecimento. No entanto, em algumas lojas da capital, a empreitada requer boa aparência e "cara de quem tem dinheiro" como requisito para o bom atendimento. Um destes casos aconteceu com a psicóloga Edinalva Borges, 36, nesse sábado (15), quando ela decidiu dar uma passadinha na loja Gregory, do BH Shopping, antes das compras no mercado, para comprar um short social.


"Quando entrei na loja, percebi que a vendedora me recepcionou desconfiada. Talvez por eu estar vestindo roupas mais simples e ter passado a imagem de uma consumidora de baixo poder aquisitivo. É verdade que eu não estava produzida, já que estava indo fazer comprar no supermercado. Mas também não estava com cara de mendiga. Eu queria comprar um short social, mas me informaram, que não estava disponível. Pedi que a vendedora verificasse o produto nos estoques de outras lojas e ela disse que me passaria os números para que eu mesma ligasse", disse Edinalva.
Em seguida, a psicóloga contou que uma gerente da loja foi falar com a funcionária. "A vendedora falou com ela: essa loira quer os números dos telefones das outras lojas pra comprar um short. Ela disse isso com um sorriso sarcástico no canto da boca, e depois a gerente falou para a vendedora ir mandar a cliente procurar no Shopping Cidade, porque lá seria mais fácil encontrar o que procura", disse Edinalva. Ela voltou para a casa sem o produto que procurava, mas com muita indignação.
A psicóloga contou o que aconteceu no Facebook, e a postagem já conta com mais de 400 compartilhamentos e cerca de 350 curtidas, até o início da noite desta segunda (17).
O advogado especializado em direito do consumidor, Lucas Monteiro, explicou que o problema infelizmente é recorrente, e que o consumidor que se sentir discriminado pode entrar como uma ação para pedir indenização por danos morais. "Mas é necessário que se tenha uma prova, como uma testemunha", explicou. 
Uma das gerentes da loja Gregory, que atendeu a reportagem, negou o ocorrido e disse que já entrou em contato com a direção do estabelecimento para dar uma resposta à imprensa. Edinalva informou que recebeu o e-mail da direção da Gregory, de São Paulo, pedindo desculpas pelo episódio.

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