Centenas de membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mantêm ocupação da sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-RN). Com a maioria de mulheres e crianças, parte do grupo faz caminhada pelas ruas de Natal para chamar a atenção da população para a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas, que teve início com ocupações de rodovias na segunda-feira (9). A liberação do prédio só será cogitada após reunião com representantes do Incra, programada para hoje (11) e a caminhada deixou trânsito lento em algumas das principais vias de Natal até a sede da Caixa Econômica da rua João Pessoa.
Arthur Barbalho
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| MST realiza caminhada pelas ruas de Natal para cobrar ações em prol da reforma agrária e políticas voltadas às mulheres do campo |
No trajeto da caminhada, na rua Trairi, próximo ao cruzamento com a Prudente de Morais, os manifestantes pararam e gritaram palavras de ordem. No percurso, quando chegaram à avenida Deodoro da Fonseca, um motorista de ônibus tentou passar pelo grupo e houve princípio de tumulto, mas dois policiais militares mantiveram a ordem. O trânsito na Deodoro, no sentido Baldo, ficou completamente bloqueado por alguns minutos, mas já foi liberado.
Arthur Barbalho
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| Grupo mantém acampamento na sede do Incra, apesar da caminhada |
Na rua João Pessoa, centenas de membros do grupo ocuparam a entrada da agência da Caixa Econômica. O trânsito na via está totalmente parado, inclusive nos acessos à rua, onde os próprios membros do MST orientam os motoristas a seguirem por outros caminhos. A agência está fechada para a entrada tanto de clientes quanto de participantes do protesto.
Arthur Barbalho
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| MST bloqueou entrada da Caixa e trânsito na rua João Pessoa |
O grupo cobra a reavaliação dos programas de crédito, melhorias e assentamentos e políticas de valorização da mulher no campo. "Trouxemos o grupo grande de mulheres com o objetivo de dar maior visibilidade a elas e a nossas reivindicações. Assim como na área urbana, nos assentamentos as mulheres também ocupam papel importante, por vezes chefiando famílias. Queremos mais políticas voltadas para nós", disse Jailma Lopes, do Coletivo da Juventude do MST.
O grupo vai aguardar o resultado da reunião entre os representantes do Incra para definir pelo fim ou não da ocupação. Contudo, os manifestantes não vão participar da movimentação que a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RN (Fetraf) fará hoje, em Natal. “O que se decidiu é permanecer em acampamento no Incra”, disse Jailma Lopes.
Fonte: Tribuna do Norte




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