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sábado, 12 de agosto de 2017

Após quase 5 meses desaparecido, Bruno Borges retorna para casa no Acre

Athos Borges, pai de Bruno, relatou que filho está bem e a família está aliviada com a volta dele para casa; jovem estava desaparecido desde o dia 27 de março.
Bruno Borges estava sumido há quase cinco meses (Foto: Arquivo Pessoal)
Após quase cinco meses desaparecido, o estudante de psicologia Bruno Borges, de 25 anos, retornou para casa na manhã desta sexta-feira (11). A informação foi confirmada pelo pai do jovem, o empresário Athos Borges.

Borges relatou que filho está bem e a família aliviada com a volta dele. No entanto, o jovem não deve ficar na casa onde morava com os pais e irmãos devido à busca de pessoas curiosas pela história do estudante.

“Nesse momento não vamos comentar muito. Ele já não vai ficar mais em casa, tem muita gente vindo aqui. Ele vai ficar em outro lugar, ele voltou sozinho. Isso é tudo que podemos falar”, ressalta.

O livro "TAC: Teoria da Absorção do Conhecimento" (Arte e Vida) tem 191 páginas nas quais o autor faz grande esforço para explicar sua criação.
Bruno Borges voltou para casa nesta sexta-feira (11), segundo o pai (Foto: Lys Mendes/Rede Amazônica Acre)
Relembre a história
Antes de sair da casa onde mora em Rio Branco, Bruno Borges deixou 14 livros escritos à mão e criptografados, com alguns trechos copiados nas paredes, teto e no chão do quarto. Deixou ainda uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548-1600), por quem tem grande admiração, que custou R$ 10 mil.

Em maio deste ano, Marcelo Ferreira, de 22 anos, amigo do estudante, chegou a ser detido pela polícia pelo crime de falso testemunho. Na casa dele, a Polícia Civil encontrou dois contratos – um deles autenticado no dia do desaparecimento – que estabeleciam porcentagens de lucros com a venda dos livros. Ferreira teria ajudado Bruno no projeto.
Bruno Borges, o 'menino do Acre', deixou 14 livros criptografados (Foto: Reprodução/Rede amazônica Acre)
Policiais também encontraram móveis do quarto do acreano na casa de outro amigo, Bruno Gaiote, que também teria participado na logística. Gaiote, que mora na Bahia, chegou a ser indiciado para depor na capital acreana, mas não compareceu, sendo indiciado indiretamente.

Em entrevista ao Bom Dia Amazônia exibida no dia 3 de julho, Ferreira contou que ajudou Bruno a montar o quarto e sabia do projeto, mas garantiu que não tinha conhecimento do desaparecimento, nem do local onde ele poderia estar vivendo.
Estátua do filósofo e teólogo Giordano Bruno está no quarto de Bruno (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
Para a Polícia Civil, que investigou o caso, os contratos, e-mails e mensagens trocadas entre os amigos esclarecem a situação. O sumiço de Bruno foi parte de um plano para garantir a divulgação do trabalho deixado por ele, informou na época o delegado Alcino Souza Júnior.

Fonte: G1 AC, Rio Branco