Esse processo concentra grande atenção, por estar anexado de uma densa documentação de viagens e atos administrativos da governadora Rosalba Ciarlini na campanha eleitoral de Mossoró.
Adriano Abreu
Magistrados do Tribunal Regional Eleitoral do RN devem analisar pedidos da defesa de Cláudia
O julgamento deste recurso começou na semana passada, com o voto do juiz federal relator, Eduardo Guimarães, contrário à prefeita. O outro processo que será colocado na pauta envolvendo Cláudia Regina tem como relator o juiz Carlo Virgílio. Na sessão em que pediu vista do processo relatado por Eduardo Guimarães, Virgílio disse que “pediria vista porque o processo a ser relatado por mim é muito semelhante”.
Com isso, o julgamento da AIME foi interrompido com 1 a zero contrário a Cláudia Regina. Para o relator do recurso 313-75, juiz Eduardo Guimarães, não há dúvidas de que a conduta da governadora Rosalba tornou o pleito desigual. “Restou provado nos autos que as condutas praticadas pela governadora revestiram-se de grande gravidade e ensejaram a lisura do pleito de Mossoró”, disse ao proferir o voto.
A sustentação oral pedindo a condenação da prefeita Cláudia Regina foi feita pelo advogado Marcos Araújo. “Pularam toda a lisura eleitoral. Alcançaram uma ilícita vitória. Se comunaram as forças políticas do estado, envolvendo o governo e a prefeitura de Mossoró”, destacou.
Já o advogado Sanderson Mafra defendeu a prefeita Claudia Regina: “A tática usada tanto pela coligação adversária e pelo Ministério Público foi multiplicar os fatos nos mais diversos instrumentos processuais. Alguns fatos a coligação e o Ministério Público ajuizaram até quatro instrumentos processuais”. A declaração foi uma referência ao grande número de processos envolvendo a prefeita mossoroense.
Tribuna do Norte
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