21 de Janeiro de 2014
O Norton Bar, que pegou fogo na noite dessa segunda-feira (20) na rua Doutor Manoel Augusto Bezerra de Araújo, em Ponta Negra, não tem Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), chamado de Habite-se, segundo o Serviço Técnico de Engenharia da corporação.
De acordo com o tenente Gleidson, em buscas feitas no sistema não foi encontrada documentação relativa ao estabelecimento. "Nas buscas no nosso sistema, que envolvem documentos a partir de 2007, não foi encontrado nada relativo ao bar. Como o Habite-se precisa ser renovado anualmente, há pelo menos esse tempo o bar não teve a documentação", afirma.
Após constatado que a edificação está irregular, o proprietário será notificado e terá cinco dias para comparecer ao Corpo de Bombeiros Militar e regularizar a situação. Se não for ao CBM, o local será interditado pelo órgão.
Até as 11h de hoje, segundo o Serviço Técnico de Engenharia dos Bombeiros, ainda não houve diálogo entre representantes do estabelecimento e o CBM para tratar da irregularidade.
Para conceder o Habite-se, bombeiros consideram se as normas de proteção contra incêndio estão devidamente instaladas. O soldado Américo, também do Serviço Técnico de Engenharia, explica que, no caso de locais com materiais inflamáveis, como foi indicado pelos Bombeiros que seria o caso do Norton Bar devido ao teto de palha, são exigidos mais aparatos de segurança, como mais extintores, por exemplo.
Déficit de pessoal e estrutural prejudica atendimentos
Apesar de ser necessário para a segurança do local e dos frequentadores, o Corpo de Bombeiros lembra que o número de edificações no Estado que não possui esse documento é elevado, mas não pode ser especificado. A corporação afirma que o efetivo defasado impede a realização de vistorias ideais e fiscalizando apenas em casos de denúncias.
Dados dos Bombeiros indicam que, no ano passado, 1.713 Habite-se foram concedidos em Natal e 919 vistorias terminaram com alguma pendência, impedindo a concessão do documento. Ao todo, uma média de 2.622 fiscalizações foram feitas pelo CBM. Toda a demanda foi atendida por dez vistoriadores que compõem o quadro dessa função para a capital potiguar.
O problema estrutural do Corpo de Bombeiros Militar também foi citado pela assessoria de imprensa em relação ao atendimento da ocorrência de ontem. Para combater as chamas, foram utilizados dois caminhões Auto Bomba Tanque (ABT). Mas, um deles precisou vir da sede da zona Norte, deixando apenas um para tomar conta do restante da Região Metropolitana de Natal. Ainda de acordo com a assessoria, três caminhões desse tipo atendem a demanda da Grande Natal e alguns municípios fora desse perímetro.
O mesmo déficit foi lembrado pela corporação e pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE em dezembro do ano passado, quando a unidade de Pau dos Ferros foi alvo de um atentado e teve um caminhão ABT e mais duas viaturas queimadas, prejudicando o atendimento a 37 municípios do Alto Oeste potiguar.
Cedida
Incêndio começou por volta das 21h e se intensificou rapidamente
De acordo com o tenente Gleidson, em buscas feitas no sistema não foi encontrada documentação relativa ao estabelecimento. "Nas buscas no nosso sistema, que envolvem documentos a partir de 2007, não foi encontrado nada relativo ao bar. Como o Habite-se precisa ser renovado anualmente, há pelo menos esse tempo o bar não teve a documentação", afirma.
Após constatado que a edificação está irregular, o proprietário será notificado e terá cinco dias para comparecer ao Corpo de Bombeiros Militar e regularizar a situação. Se não for ao CBM, o local será interditado pelo órgão.
Até as 11h de hoje, segundo o Serviço Técnico de Engenharia dos Bombeiros, ainda não houve diálogo entre representantes do estabelecimento e o CBM para tratar da irregularidade.
Para conceder o Habite-se, bombeiros consideram se as normas de proteção contra incêndio estão devidamente instaladas. O soldado Américo, também do Serviço Técnico de Engenharia, explica que, no caso de locais com materiais inflamáveis, como foi indicado pelos Bombeiros que seria o caso do Norton Bar devido ao teto de palha, são exigidos mais aparatos de segurança, como mais extintores, por exemplo.
Déficit de pessoal e estrutural prejudica atendimentos
Apesar de ser necessário para a segurança do local e dos frequentadores, o Corpo de Bombeiros lembra que o número de edificações no Estado que não possui esse documento é elevado, mas não pode ser especificado. A corporação afirma que o efetivo defasado impede a realização de vistorias ideais e fiscalizando apenas em casos de denúncias.
Dados dos Bombeiros indicam que, no ano passado, 1.713 Habite-se foram concedidos em Natal e 919 vistorias terminaram com alguma pendência, impedindo a concessão do documento. Ao todo, uma média de 2.622 fiscalizações foram feitas pelo CBM. Toda a demanda foi atendida por dez vistoriadores que compõem o quadro dessa função para a capital potiguar.
O problema estrutural do Corpo de Bombeiros Militar também foi citado pela assessoria de imprensa em relação ao atendimento da ocorrência de ontem. Para combater as chamas, foram utilizados dois caminhões Auto Bomba Tanque (ABT). Mas, um deles precisou vir da sede da zona Norte, deixando apenas um para tomar conta do restante da Região Metropolitana de Natal. Ainda de acordo com a assessoria, três caminhões desse tipo atendem a demanda da Grande Natal e alguns municípios fora desse perímetro.
O mesmo déficit foi lembrado pela corporação e pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE em dezembro do ano passado, quando a unidade de Pau dos Ferros foi alvo de um atentado e teve um caminhão ABT e mais duas viaturas queimadas, prejudicando o atendimento a 37 municípios do Alto Oeste potiguar.
Tibuna do Norte
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