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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Protesto em Fortaleza tem pelo menos 30 detidos

Fortaleza (AE) - De acordo com a Secretaria de Segurança e Defesa Social do Ceará, pelo menos 30 pessoas foram detidas, sendo 11 adolescentes e 19 adultos, na manifestação contra a Copa, ontem, em Fortaleza, antes da partida Brasil e México. O movimento "Na Rua", um dos organizadores do protesto, informou que 40 pessoas foram presas.

Cerca de 300 manifestantes estiveram no protesto em Fortaleza

Cerca de 300 manifestantes estiveram no protesto em Fortaleza

Na tarde de ontem, houve confronto entre manifestantes e policiais. Um ônibus de apoio da Fifa foi atingido por pedradas. Cerca de 300 manifestantes chegaram a bloquear a Avenida Alberto Craveiro e a passagem de torcedores para a Arena Castelão foi impedida por alguns momentos.

Para dispersar o grupo, foram lançadas bombas de gás e balas de borracha, além de usado o Caminhão de Controle de Distúrbios Civis. O veículo foi repassado pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ).

Manifestantes
Entre os que protestavam, havia grupos diversos. Alguns estavam caracterizados de índios e pediam "Remarcação Já". Outros, vestidos de preto, pediam o fim do capitalismo. Outros ainda reclamavam das remoções feitas para a construção das obras de mobilidade.

A concentração aconteceu na BR-116, em frente ao Makro. Ao longo da caminhada até a barreira policial montada próximo ao Castelão, alguns manifestantes vaiavam torcedores brasileiros e faziam festa para a torcida mexicana.

Um jovem de 20 anos que se identificou apenas como técnico em enfermagem disse que foi abordado aleatoriamente por policiais. "Eles simplesmente me pararam, revistaram e pronto. Disseram: bora, bora, abre as pernas e encosta aí", relatou.

A primeira ação do grupo aconteceu pela manhã, quando foi bloqueada a Avenida Expressa. Organizados pelo Movimento dos Conselhos Populares (MCP), 200 pessoas fecharam a avenida no sentido Avenida da Abolição. Entre os manifestantes, estavam moradores de comunidades atingidas pelas obras da Copa.

Kelvin Cavalcante/Futura Press

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