Senador e outros colegas foram à Venezuela para a agenda com oposição daquele país, mas foram hostilizados e se depararam com empecilhos para cumprir itinerário
José Agripino foi hostilizado na Venezuela (foto: Alberto Leandro)
O senador José Agripino Maia (DEM) não tem dúvidas de que o governo venezuelano armou uma emboscada na qual ele e outros senadores de oposição caíram nessa quinta-feira (18) em viagem oficial a Caracas, capital da Venezuela.
A missão oficial tinha por objetivo visitar presos políticos e se reunir com partidos e líderes da oposição venezuelana. Estavam na comissão Aécio Neves, presidente do PSDB, Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC).
Ao desembarcarem no aeroporto de Caracas, relatou ao portalnoar.com Agripino, a comitiva começou a se deparar com o que pareciam meras dificuldades.
“Depois do pouso, que demorou 40 minutos na pista, com o embaixador indo nos receber, dizendo que voltaria no final da missão, a coisa estranha porque o embaixador preferiu não nos acompanhar. Quando saímos do aeroporto, vimos o bloqueio que foi arquitetado e a armadilha em que caímos”, relatou o senador.
A sequência dos fatos narradas pelo líder do DEM correu o noticiário e ganhou destaques. A comitiva, na saída do aeroporto, foi hostilizada, com a van em que estavam sendo apedrejada.
“Fomos à Venezeuala em missão oficial e o governo armou a sequência de obstrução para que não fôssemos ao nosso objetivo, que seria visitar a cadeia onde está Leopoldo Lopez, ir a um hotel onde tínhamos um encontro com 11 partidos de oposição e visitar Capriles, que quase venceu a eleição”, narrou o senador, antes de arrematar:
“Todos os caminhos que levavam a esses destinos estavam obstruídos por lavagens de túneis. Inventaram de lavar os túneis e obstruíram todas as saídas do aeroporto. Ficamos sitiados, rodando para lá e para cá. Quando voltamos ao aeroporto encontramos as portas fechadas. O que houve ontem foi demonstração claríssima de truculência do governo de Maduro”, bradou Agripino. Para ele, depois de tudo isso, o comportamento do embaixador fez sendito.
“Só aí entendemos porque o embaixador decidiu aparecer só ao final. Farei pronunciamento exigindo que o governo brasileiro convoque o embaixador para explicações”, disse o senador.
Portal no Ar
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