Segundo a Caern, o aumento no número de cidades é uma medida preventiva, visando prolongar o abastecimento nas cidades das regiões central e agreste
A seca prolongada no Rio Grande do Norte tem causado problemas hídricos para diversas localidades do interior do Estado. De acordo com o último balanço, divulgado nesta quinta-feira (8) pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), o número de cidades que estão com rodízio de água subiu de 42 para 80.
Segundo o diretor presidente da Caern, Marcelo Toscano, o aumento no número de cidades é uma medida preventiva, visando prolongar o abastecimento nas cidades das regiões central e agreste. Ainda de acordo com a companhia, mais de R$ 8,8 milhões milhões foram investidos em recursos para a utilização de carros-pipa e outras ações.
Marcelo Toscano (Caern), Mairton França (Semarh) e Josivan Cardoso (Igarn) detalharam situação hídrica do RN (Foto: Júlio Rocha)
“Nas cidades em rodízio, a Caern define os critérios de distribuição de água de acordo com as características do sistema, bem com a reserva ainda existente”, explicou Marcelo.
O impacto da seca já consumiu R$ 22,5 milhões, divididos em ações de enfrentamento além de débitos com contas que deixam de ser faturadas e dívidas das prefeituras com a companhia.
Para agravar a situação, outros 11 municípios estão em colapso e só recebem abastecimento através de carros-pipa. São eles: Acari, Carnaúba dos Dantes, Currais Novos, Antônio Martins, João Dias, Luiz Gomes, Paraná, Pilões, São Miguel, Tenente Ananias e Macau.
“Infelizmente as perspectivas são de continuação da estiagem para 2016, por isso devemos continuar com ações de preservação e controle do abastecimento”, disse Toscano.
Nível de reservatórios
O diretor presidente do Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), Josivan Cardoso, também afirmou que o quadro de nível dos reservatórios é crítico. “Nós já estamos com sete reservatórios secos, sendo que mais dois devem entrar no volume morto esse ano. Para 2016 a previsão é que mais nove entrem em volume morte e 2017 dez, o único que tem capacidade de suportar até 2019 é o de Santa Cruz”, alertou Josivan.
A região metropolitana de Natal, segundo Josivan, não sofre risco de desabastecimento em curto prazo, devido as condições naturais e geológicas e a posição geográfica.
Fonte: Portal no Ar


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