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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Putin autoriza operação especial no leste da Ucrânia

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira uma operação militar em Donbas, a região da Ucrânia controlada pelos separatistas que ele declarou independente nesta semana.
Mais cedo na quinta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo pela paz aos cidadãos russos, dizendo que eles não eram inimigos - mas que Kiev se defenderia de qualquer invasão. Ele disse que tentou ligar para Putin na quarta-feira, mas não teve sucesso.

O governo ucraniano deve introduzir um estado de emergência em todas as partes do país sob seu controle após as ações de Moscou no leste da Ucrânia. O prefeito de Kiev declarou uma emergência para a capital à meia-noite, hora local.

Os EUA impuseram sanções à empresa e aos executivos que estão construindo o gasoduto Nord Stream 2 da Rússia . A Alemanha disse que estava suspendendo a certificação do oleoduto.

O secretário de Estados americano, Antony Blinken, afirmou nesta quarta-feira, 23, que a Rússia posicionou suas forças ao redor das fronteiras da Ucrânia, e que tudo está "no lugar" para que o país prossiga com uma invasão do território do vizinho. Em entrevista ao canal NBC, por sua vez, questionado se o movimento poderia ocorrer ainda na noite desta quarta-feira, disse não poder detalhar um momento.

Putin diz às forças ucranianas que deponham as armas e voltem para casa
Em um discurso na quinta-feira na televisão nacional, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma ação militar em Donbass, pedindo às forças ucranianas que deponham suas armas e voltem para casa, segundo as agências de notícias estatais RIA-Novosti e TASS.

Putin alertou que toda a responsabilidade por qualquer possível derramamento de sangue estará na consciência do governo ucraniano e disse estar confiante de que os militares russos cumprirão seu dever.

Putin prometeu que qualquer tentativa de interferir na ação levaria a “consequências que eles nunca viram”.

Não houve reação imediata da Casa Branca, mas os EUA e seus aliados prometeram pesadas sanções em resposta à agressão russa.

Fonte: Tribuna do Norte

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