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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Nélio Dias recebe luta revanche de Shogun


22 de Janeiro de 2014 


O ginásio Nélio Dias irá receber a revanche de uma das maiores lutas da história do UFC, entre o curitibano Maurício Shogun e o californiano Dan Henderson. O evento está marcado para o dia 23 de março. A capital potiguar ganhou espaço após a desistência de uma cidade mineira. Na semana passada, membros do UFC estiveram no ginásio Nélio Dias e avaliaram as condições do ginásio. Para o evento ser confirmado à época, restaria somente a confirmação sobre pequenas modificações, o que já teria sido acordado e por isso o anúncio oficial. Além da luta histórica, o torcedor natalense poderá fazer coro por dois lutadores da terra. Os potiguares Ronny Markes, Jussier Formiga estão no card de lutas para o ginásio Nélio Dias. Marques vai encarar Thiago Marreta  e Formiga terá pela frente Scott Jorgensen.

Todos deverão entrar no octógono antes do duelo histórico da noite envolvendo o ex-campeão do UFC, Shogun que foi derrotado por Henderson em 2011, após cinco rounds. O brasileiro contestou o resultado, mas não teve nova chance de encarar o americano. Agora, o brasileiro, que deverá fazer a luta principal, chega para o combate após nocaute avassalador sobre o neozelandês James Te Tuna, em dezembro. Henderson, por sua vez, chega com três derrotas consecutivas, a última delas para Vitor Belfort, por nocaute (o primeiro da carreira do californiano).

Além de Shogun e dos potiguares, também deverão estar no card os brasileiros Cézar Mutante, Thiago Bodão, Fábio Maldonado e os “gringos” CB Dollaway, Steven Siller, Gian Villante. O cearense Rony Jason, campeão do TUF Brasil I e que já morou e treinou no Rio Grande do Norte também é presença certa na noite de lutas.

História do UFCFilho de Hélio Gracie, Rorion aproveitou o sucesso que vinha tendo como professor de jiu-jitsu nos Estados Unidos para profissionalizar os desafios protagonizados por sua família no Brasil. Com essa ideia na cabeça, criou o Ultimate Fight Championship, colocando lutadores das mais diversas artes marciais, e dos mais variados pesos, frente a frente dentro de um ringue no formato de um octógono e cercado por grades.

Como não poderia ser diferente, o primeiro grande nome do UFC foi um Gracie. Mostrando toda a eficiência jiu-jitsu, Royce – também filho de Hélio – venceu três das quatro primeiras edições do evento, somando 11 vitórias por finalização, assombrando o mundo das lutas e se tornando a primeira grande estrela do vale-tudo moderno.

 Apesar do sucesso do esporte, o UFC não conseguia se manter rentável no início dos anos 2000 e beirou a falência. Mas a ressurreição do evento começou em janeiro de 2001, quando foi comprado por apenas US$ 2 milhões pela Zuffa, empresa recém-criada na época pelos irmãos Frank e Lorenzo Fertita e presidida por Dana White, donos de cassinos em Las Vegas e empresário de boxe, respectivamente.

Com a marca nas mãos, organizaram as regras que foram desenvolvidas na última década, principalmente as que visavam a integridade física do lutador. Dessa forma, findaram de vez com o vale-tudo e apresentaram ao mundo o MMA.
Tribuna do Norte

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